Bandas

 
  Detonautas Rock Clube

A era da informática pode mudar o rumo do rock no Brasil? Pode ser que não, mas é importante lembrar que os caras do Detonautas se conheceram através em uma sala de bate-papo da internet. Como foi isso? Tico e Eduardo Simão não se conheciam pessoalmente, mas sempre trocavam idéia nas salas de chat. Tico morava em Copacabana, no Rio de Janeiro, e Eduardo administrava uma pousada em Ilhéus, na Bahia. Um dia, Tico entrou no chat e perguntou se alguém tocava algum instrumento, pois estava a fim de monta ruma banda. Pedro Jr. e Eduardo Simão, o Tchello (nickname usado na internet), também moravam no Rio e responderam. Pedro tocava guitarra e Tchello sabia "arranhar" as cordas de um violão graças àquelas revistinhas de músicas cifradas e a ajuda de amigos. Logo depois apareceu o Marcio, que tocava bateria. Como Tchello estava de malas prontas para visitar os pais no Rio, todos os caras resolveram se encontrar e marcar o primeiro ensaio. Santa internet.
O primeiro nome da banda foi “Humanóides”, mas não faltaram opções: “HTTP e os www”, “Os @rrobas”, “Papai Canibal e os Manetas”, “Melão Macho” e “Detonautas”. O último nome, uma mistura de “detonadores” com “internautas”, foi o escolhido.
Pedro e Márcio acabaram saindo e novos músicos foram chamados através da Internet, claro. Os escolhidos foram o guitarrista Marquinhos Lobo Bom, que morava em São Paulo, mas vinha ao Rio direto, e o batera Gargamel.
Com seis meses de banda, resolveram gravar a primeira demo. Ainda em 1997 rolou o primeiro show da banda. Foi numa pousada para 30 velhinhos na cidade de Miguel Pereira. No mesmo mês, Gabriel O Pensador, amigo pessoal de Tico, convidou a banda para abrir um show seu, na mesma cidade. Público presente: 4 mil pessoas. Pouco tempo depois Tico largou a guitarra para se dedicar só aos vocais e Renato foi chamado para a banda. Os shows começaram a rolar por toda parte.
No final de 1998, Marquinho deixou a banda, pois estava puxado viajar de São Paulo para o Rio de Janeiro toda hora. Foi a vez de Shaolin entrar para a banda, mas ele não durou muito tempo porque não conseguiu conciliar o Detonautas com seus outros trabalhos. Em maio de 1999, Rodrigo entrou no seu lugar. Finalmente a banda estava encontrando a sua formação ideal.
A banda partiu para a gravação de um CD Demo, bancando tudo do próprio bolso. Com o CD na mão, o ritmo de trabalho foi aumentando. Mesmo depois de receber um “não” da gravadora Sony, o Detonautas não desanimou e continuou correndo atrás.
No final de 1999, Tico foi surfar em Porto Rico com Gabriel e voltou decidido a convencer todos de que era preciso mudar mais uma vez. Todos tinham que encarar o negócio como um objetivo de vida, como a busca por um sonho. Assim, depois de três anos na banda, Gargamel saiu dando seu lugar para Fábio Brasil. Mas ainda faltava uma peça na banda. Foi aí que o DJ Cleston apareceu, ensaiou com a banda e assumiu as pick-ups para não mais largar.
Em maio de 2001, a banda participou do festival MADA, em Natal, no Rio Grande do Norte. No fim do evento, a banda foi considerada uma das grandes revelações do festival, ao misturar o rock tradicional com elementos eletrônicos. A banda começou a chamar a atenção. No final do ano a banda tocou pela primeira vez no palco do ATL Hall no Rio de Janeiro e em outubro gravou seu primeiro CD Silver Tape por uma gravadora independente.
Em 2002, o Detonautas chamou a atenção da gravadora Warner Music e finalmente, após quatro anos de estrada, a banda assinou contrato com uma grande gravadora. O CD foi então remixado e lançado no mercado. Pouco tempo depois, em novembro, a banda estava abrindo o show do Red Hot Chili Peppers, tocando para 10 mil pessoas no Rio de Janeiro e 40 mil em São Paulo.


RÁDIO UNIFEV FM
FREV - Fundação Rádio Educacional de Votuporanga

09/06/2004 - 11h14min