Bandas

 
  Skank

O Skank foi formado em 1991, quando Samuel e Henrique se desligaram da banda Pouso Alto e convidaram Lelo e Haroldo para formar o grupo. Os caras começaram a fazer vários shows em Minas Gerais e foram juntando uma grana para produzir um disco independente. A festa de lançamento do CD, "Skank", foi um sucesso, mas quase ninguém comprou o disco, deixando Samuel e companhia arrasados.
Mesmo com as fracas vendas do CD de estréia, os meninos do Skank não desistiram. Continuaram fazendo shows e, na base do boca-a-boca, foram conquistando seus fãs. Algum tempo depois, a banda assinou contrato com a gravadora Sony Music e relançou o seu primeiro CD.

Puxado pelas músicas "O homem que sabia demais" e "Indignação", não demorou muito para o disco alcançar 100 mil cópias vendidas. Aos poucos, o Brasil inteiro começou a prestar mais atenção naqueles quatro mineiros que costumavam se apresentar com camisas de times de futebol.

A banda, ao contrário de muitas outras, nunca teve problemas com a crítica. Desde o começo, Samuel e companhia só recebem elogios pelo seu dancehall, uma variação mais dançante do reggae misturado elementos de ritmos caribenhos. Em 1994, a banda tocou no Hollywood Rock, desbancando muita banda gringa. No mesmo ano, os caras lançaram o seu segundo CD, Calango. Nesse álbum, estão sucessos como: “É proibido fumar”, “Te ver”, “Pacato cidadão” e "Jackie Tequila". Não demorou e Calango chegou a 1 milhão e 200 mil cópias vendidas. Quando “O Samba Poconé” chegou às lojas, isso em junho de 1996, algumas músicas de Calango ainda tocavam nas rádios, que logo foram invadidas por aquele que viria a ser o hit do ano: “Garota nacional”. O disco vendeu quase dois milhões de cópias.

Em 1998, Samuel Rosa e companhia lançaram Siderado. O álbum foi mixado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres, templo dos Beatles e do cenário pop mundial. O quinto CD, Maquinarama, trouxe um Skank um pouco diferente. Os caras deixaram de lado os ritmos caribenhos e o reggae e trabalharam mais em cima de guitarra e teclados. As apresentações ao vivo ficaram ainda mais vigorosas deixando claro o amadurecimento musical do Skank.

Já em 2001, o Skank lançou o CD Ao Vivo, gravado na cidade de Ouro Preto. As músicas foram escolhidos pelos fãs, que votaram através do site oficial da banda. Além das canções votadas, o disco trouxe duas músicas inéditas: "Prendido en tus dedos" e "Acima do sol".

O último disco do Skank chama-se Cosmotron, e é o sétimo álbum da carreira dos caras, que chegou trazendo os sucessos “Dois Rios” e “Vou Deixar”. O CD é praticamente a continuidade de uma “nova fase” iniciada em Maquinarama e, mais uma vez, traz músicas recheadas de teclados e guitarras. Recentemente Cosmotron recebeu uma versão em DVD que traz em detalhes a turnê que passou com grande sucesso pelas principais cidades do Brasil. Cosmotron, mantém o DNA da banda, mas é, ao mesmo tempo, um atestado de sua dignidade artística e fé na música e, meio sem querer, um acerto-de-contas que a música popular brasileira faz consigo mesma.


RÁDIO UNIFEV FM
FREV - Fundação Rádio Educacional de Votuporanga

11/04/2005 - 15h01min